Como esta é a primeira resenha que publico aqui, selecionei um tópico muito especial: o livro Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco. Trata-se de parte de um trabalho escolar que fiz há alguns anos.

Tirei uma boa nota neste trabalho e o professor gostou do modo como eu desenvolvi a análise das características da obra - o texto que segue abaixo, cuja folha nomeei "opinião pessoal" na época. O detalhe irônico é que nunca li o livro. Somente li as informações da contra-capa, um resumo que me deram e as páginas de meu livro de literatura sobre o autor. Aqui está o texto, ipsis literis:
Opinião pessoal
Primeiramente, gostaria de apontar a maravilhosa habilidade de Camilo Castelo Branco. Apesar de levar uma vida boêmia, ter tido várias mulheres, problemas pessoais, dívidas e contratempos, este ilustre escritor conseguia escrever obras grandiosas (muitas delas feitas apressadamente sem qualquer outro interesse senão o financeiro)¹ como Amor de Perdição.
Mesmo sido Amor de Perdição baseada em uma obra estrangeira, - seja em Romeu e Julienta, seja em Werther - o autor expõe diversos pontos típicos de Portugal, além de seguir outros valores romantistas, como o do herói, da passionalidade e do amor proibido.
Amor de Perdição é um exemplo da contradição romantista. Por um lado, o Romantismo impõe aversão a todos os moldes clássicos, por outro, tem - nessa obra -um final extremamente passionalista, muito semelhante aos encontrados nas tragédias greco-romanas.
Com uma história envolvente, esperançosa e sentimentalista, Amor de Perdição é, com certeza, uma das maiores obras da língua portuguesa.
¹A Literatura Luso-brasileira em Prosa, volume 2.
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