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Zona abissal - Planeta Azul

André Felipe André Felipe, 4 de junho de 2008.

Lembro-me que assisti à segunda parte da série de documentários Planeta Azul da BBC, que foi exibida semanalmente no programa Planeta Terra, da TV Cultura.

O episódio transmitido naquele dia mostrou seres que vivem no fundo do oceano, a chamada zona abissal. Eu gostei muito, pois acho interessantíssima a vida desses animais.

Polvo 'dumbo' Peixe abissal Minivulcões

Eles são cegos ou seus olhos captam apenas níveis diferentes de luminosidade. Os animais maiores movimentam-se o menos possível, pois há pouca comida. Alimentam-se de carcaças de animais que vivem em profundidades mais rasas e afundam após sua morte. Dois exemplos mostrados foram os misteriosos peixes-bruxa e uma voraz espécie de tubarão.

A parte mais comovente do programa foi a que mostrou dois ecossistemas isolados em profundidades incríveis, que sobrevivem totalmente independentes da luz solar. Os animais na base dessas cadeias alimentares retiram a energia que necessitam de bactérias, que por sua vez resistem àquele mundo bizarro graças a transformações químicas que realizam com substâncias expelidas por minivulcões ou extraídas diretamente do solo por vermes que chegam a ter dois metros de comprimento, porém alguns centímetros de largura.

Leia abaixo informações sobre os minivulcões. Eu as extraí do álbum de figurinhas Viagem Surpresa ao Fundo do Mar, que eu colecionei quando era pequeno e até hoje guardo com muito orgulho, e adicionei alguns dados que aprendi com o documentário.

Minivulcões (Hot vents)

Desde sua descoberta por cientistas em 1979, a cada dez dias uma nova espécie é identificada. Sabe-se que existem em vários pontos profundos dos oceanos. Por enquanto, apenas 1% da superfície oceânica foi explorada.

Características: A altura desses minivulcões submersos não vai além dos 30 metros e sua cratera tem até 1 metro de diâmetro. Em vez de lava, esguicham jatos leitosos de água fervendo e ácido sulfídrico. Apesar da temperatura extremamente elevada, a água se mantém no estado líquido por causa da fortíssima pressão que existe naquela profundidade. Esses gases esguichados, ricos em enxofre, são ingeridos por bactérias, que servem de alimento para mexilhões, moluscos e crustáceos que vivem nas redondezas.

Até essa descoberta, acreditava-se que a vida na Terra só era possível graças à luz do sol, e que todos os animais fariam parte da mesma cadeia alimentar. Agora se sabe que há uma cadeia alimentar que independe da fotossíntese, que é a transformação da energia solar em alimento, feita pelos vegetais.

A cadeia alimentar associada às chaminés dos minivulcões reproduz um ambiente semelhante ao que havia na Terra quando os primeiros microorganismos surgiram e não dependiam do oxigênio para sobreviver.

Leitura complementar

6 comentários:

  1. Achei muito legal seu texto,sou estudante de biologia e me interesso bastante pelo assunto,vc está de parabéns!!!

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  2. Obrigado pelo comentário, Kelly. :) Fico feliz por saber que meu texto agradou até alguém que é da área. Acho Biologia uma área fascinante.

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  3. Muito interessante, valeu!
    Tô procurando o documentário The Deep: The Extraordinary Creatures of the Abyss q tb fala disso.

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  4. eu sou um estudabte de ensino medio e estou querendo fazer biologia.Eu me interesso mt pela area de biologia marinha , mais especificamente zonas abissais.Esse texto fico mt interessante.Parabnes!

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  5. Vc sabe onde eu baixo esse documentário?

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